quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

EU AMO OS DESPACHANTES! (OU: SOU BURGUESINHA MEEEESMO!)


Eu acredito que seja importante, muito importante, que os motores dos carros sejam verificados e não poluam o meio ambiente com fumaça preta & nojenta. Acho até que quem tem carro, como eu, deve ser responsável e pagar uma pequena taxa (acerca de R$ 57) para viabilizar uma vistoria. Tanto é que, possuindo um carro com placa de São Paulo, e sendo eu uma Fada Honesta & Mediamente Ambientalista, paguei minha taxa para o meio ambiente sem reclamar.
Mas isso não é suficiente, para a quadrilha da prefeitura da grande metrópole.
Eles estão acima da lei.
Eles estão querendo arrecadar mais & mais & mais.
Eles não respeitam a constituição.
Recebi, no dia 06 de janeiro, aviso de pagamento da dita taxa para o tal de meio ambiente.
Com aviso de que devo realizar a vistoria, pois o carro não é dos mais novos (2004).
Muito bem, continuando eu uma Fada Honesta & Mediamente Ambientalista, liguei para o número do SAC (pergunto: por que SAC? Significa Serviço de Atendimento ao Consumidor, e até onde eu sei, prefeitura não deveria ser Mercado, e eu deveria ser Cidadã, não Consumidora... mas tudo bem...).
Quem passa por esse Blog, tá cansado de saber que eu Vivo, trabalho e sinto muito calor em Black Stream, e não na Capital inundada & cheia de enxurradas...
Portanto.
Portanto, eu, Fada Honesta & Mediamente Ambientalista, liguei para perguntar onde, fora da Capital, poderia realizar a tal de vistoria em Black Stream (Detran? Oficina autorizada, mediante pagamento aumentado?).
NÃO.
NÃO.
NÃO.
A vistoria deve ser realizada única & exclusivamente na Capital, nos dias úteis, em horário comercial.
A F.d.P. explicou para o atendente que não pode, simplesmente, deixar de trabalhar para se deslocar com essa finalidade, mas que é Honesta & Mediamente Ambientalista, e gostaria de realizar a (bosta) da vistoria. O atendente, então, me deu um 0800 qualquer, para ter "mais informações".
Liguei.
Respondeu uma porcaria de voz gravada, dizendo que, como estava ligando "de fora da área", ninguém ia me atender.
Ponto. Sem mais números para perguntar.
Pois bem, pois bem, entrei no site e descobri que....
POSSO MUDAR MINHA RESIDÊNCIA!
Pensei: que bom, assim resolvo... INGENUIDADE!!!!
Em primeiro lugar: precisa comunicar com mais de um mês de antecedência em relação ao licenciamento (que vence 31 de janeiro, ahahah!) tal mudança.
Em segundo lugar: a mudança só pode ser feita PESSOALMENTE, mediante apresentação de ziliões de documentos carimbados & autenticados, somente em dias úteis & em horário comercial.
PROBLEMA 1:
recebi o aviso dia 06 de janeiro (como já disse) e, se a matemática (ainda) não for uma opinião, 31 menos 6 = 25.
Portanto: não haveria 30 dias úteis nem utilizando o calendário Azteca.
PROBLEMA 2:
continuo residindo, trabalhando & suando em Black Stream.
PROBLEMA 3 (e esse, eu acho, fere alguns "princípios" que todo mundo conhece, tipo... o direito de ir & vir?????)
ainda que conseguisse mudar a tal de residência, meu carro ficaria TERMINANTEMENTE PROIBIDO DE CIRCULAR PELOS RIOS (ohhh, desculpem, pelas ruas & avenidas...) da Capital.
A história continua...
Resolvi mudar de carro (independentemente da vistoria, viu? Por questões mesmo de consumo & quilometragem...).
Portanto.
Fui procurar um "ator social" denominado "vendedor de carro".
E, acreditem se quiser, a Capital PROIBE/IMPEDE/VETA a transferência dos documentos se a bosta da vistoria não for realizada na Capital, em dias úteis, em horário comercial.
Pedi a TODAS AS DIVINDADES (sou ecumênica, nesses casos) uma intervenção. Enquanto Fada (de Preto, Honesta & Mediamente Ambientalista), meus pedidos foram atendidos, e a Capital está desaparecendo debaixo de águas & raios.
A quadrilha da prefeitura vai ter muitos, muitos problemas, com seus eleitores.
Espero.
Desejo.
Ninguém vai mais poder sair da Capital, mudando de residência, trabalho & clima com seu carro, apesar de:
1) Ser honesto
2) Ser Mediamente Ambientalista
3) Estar disposto a realizar a vistoria
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Ainda bem que existe uma coisa chamada MÁFIA,
Ainda bem que existem despachantes.
Os despachantes agem aproveitando as falhas das quadrilhas das prefeituras.
É só pagar, que você nem precisa mais
1) fazer vistoria,
2) ser Honesto &
3) Mediamente Ambientalista.
E consegue, assim, vender o carro.
E quem for comprar, no ano que vem, mesmo morando longe da Capital, terá uma bela de uma dor de cabeça.
E nunca, nunca, poderá usar do direito de ir & vir da Capital com aquele carro.
Vou me embora, me procurem na Patagônia, que Otárias são melhores que prefeitos!
W O JEITINHO BRASILEIRO!
Sincerely yours,
Fada de Preto (Mediamente Honesta & Cada Vez Menos AMBIENTALISTA!)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

FADA VIAJANTE...













Eu vou viajar de novo. Estou arrumando minhas malas, pois entrarei em férias e passarei as duas próximas semanas "walkin' about". Destino: Montevideu/Argentina/Patagônia/Terra do Fogo/Falklands (melhor conhecidas como Malvinas)/Torre del Paine/Chile e volta para o Brasil. Estou precisando sentir um pouco de frio, pois o calor de Black Stream está acabando com meus enzimas... acima dos 40 eles começam a degradar! Agora, devo dizer que esses dias em que trabalhei foi o período mais produtivo do ano: ninguém em volta (todos estavam em férias), boas idéias para projetos de trabalho, cabeça no lugar, humor positivo, conversas legais. Seria injusta qualquer reclamação! Por mim, se o mundo ficasse em férias o ano inteiro, eu me tornaria a pessoa mais feliz do pedaço...
Melhor ainda: fui tão caxias em minhas atividades que, quando voltar, não vou ter que me preocupar em me preparar para recomeçar o trabalho, de tanto deixar as coisas arrumadas.
Única dúvida para minha viagem: que livro vou levar para ler??? Tem que ser longo o suficiente para durar a viagem inteira, não pode ser muito "denso" porque, se sabe, em férias a cabeça também quer se divertir, mas se for muito light não dura... ah, dúvida cruel!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

CONVITE À VIAGEM: GALÁPAGOS, THE ULTIMATE VIDEO!!!

video
O arquipélago de Galápagos se chama, na verdade, Arquipélago Cristobal Colón. É composto por centenas de ilhas & ilhotes, povoadas por uma fauna fantástica. Um verdadeiro museu vivo de história natural, tanto que a ficha do evolucionismo caiu, para Darwin, enquanto navegava por aí, a bordo do Beagle. Eu fiquei poucos dias, o suficiente para sentir um gostinho de paraísos exóticos. Andei pela ilha de São Cristobal, pela ilha de Española e visitei o centro de pesquisas charles Darwin, medindo meu tamanho com o das tartarugas. Passeei entre cormoranos & fragatas, entre pássaros de patas azuis e iguanas rosadas, tomando cuidado para não esbarrar nos leões marinhos. Os pelicanos pescavam e, na pequena ilha de Rábida, a areia vermelha raptou meus sentidos durante o por do sol.
É tão difícil capturar momentos e sensações, as fotos são pequenas partículas de memória que, às vezes, deixam desejos e silêncios, mais do que relatos e palavras.
Um convite para viajar com a mente e, talvez, um dia, também com o corpo.
Até eu, fada por nascimento, senti o encantamento....

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

COISAS DE GLOBALIZAÇÃO

Ontem tive uma agradável conversa sobre globalização dos mercados. Conversa cuja conclusão foi: é tudo uma grande balela. Ela funciona somente quando alguém que não é o simples cidadão qualquer faz ela funcionar. Para as pessoas comuns, além de algumas "agilidades" técnico/tecnológicas, unicamente voltadas para que gaste, gaste e gaste ainda mais, nada tem de muito novo. Já na Idade Média, a bem ver, existia, por exemplo, um jeito mais simples de se viajar sem carregar caixas de moedas. É do século XIV, mais ou menos, de fato, a invenção dos antepassados dos cartões de crédito: chamavam-se de "cartas" de câmbio e, grosso modo, funcionavam da mesma maneira. Uma pessoa que quisesse (e tivesse possibilidades financeiras, claro!) ir da Itália para, digamos, Flandres, não precisava se deslocar com a grana. Entrava na filial de algum banco (por exemplo, o Banco Mercantil da família Médici, que se tornaram os donos da cidade de Florença e de muito mais, inclusive fornecendo vários papas ao mundo...), entregava a grana e recebia em troca as "cartas" de câmbio. Ia viajar e, quando chegasse em outra filial (ou de banco associado), podia trocar novamente as "cartas" por dinheiro.
Também na mesma época foi inventado algo bem parecido com os nossos cheques.
Muito bem, então, por que a globalização hoje é uma grande balela?
Como vocês sabem, fui visitar as maravilhosas Ilhas Galápagos. Ilhas, essas, que pertencem ao simpático Estado de Equador, lá onde passa a linha do equador e a terra é mais gorducha.
Fui, tranquila, carregando uma coisa parecida, muito parecida com as "cartas" de câmbio, denominada, de forma bem mais moderninha de TRAVELLER'S CHECKS.
Meus Traveller's foram emitidos por duas grandes corporações financeiras, a VISA e a CITYCORP, à qual pertence a conhecida Citibank, coisinha de ricos e metidos. Bom, saibam que nenhum banco ou casa de câmbio aceitou os traveller's da VISA nem do CITYCORP, nem mesmo o Citibank da capital, Quito.
Aí, frustrada, voltei para o Brasil e fui na minha agência do Santander. Todo mundo conhece o Santander. Trata-se de um enorme, gigantesco conglomerado de bancos espalhados pelo mundo INTEIRO. Pois bem, acontece que sou cliente de dito conglomerado. Fui lá, conversar com a gerente, explicando que queria trocar os malditos traveller's. Resposta: nada de cambiar VISA nem CITICORP.
Depois, descobri que um cartão internacional Mastercard (ouVisa, tantuffass), emitido no exteriro, com fundos e habilitadíssimo para saques, não consegue realizar essa operação nos caixas do mesmo Santander.
Por que???
Símples: o Santander, de origem espanhola, presente em todos os lugares & regiões do mundo não está conectado na rede internacional.
HÁ DE QUE RIR!!!
Mas a brincadeira da GROBARIZAÇÃO não acaba por aqui.
Uma remessa de dinheiro provindo do exterior some, em média, entre duas e quatro semanas das telas dos computadores... Como isso é possível? Assim:
Você dá ordem a um banco, digamos, na Europa, para depositar uma quantia X em um banco, digamos, brasileiro. Tudo em ordem: a grana tá lá, os códigos & números nacionais & internacionais & o escambal a quatro, tudo certo.
O funcionário dá o ENTER... e o deinheiro some um bom tempo (imagino que chegue de návio e de carga de burro...), aquele tempo necessário para ALGUÉM especular com ele. Depois chega, mas aquela mágica da instantaneidade da rede global fica... digamos... misteriosamente loga & demorada.
Outras maravilhas da GLOBOESPECULAÇÃO dos MERCADOS:
Quem recebe um dinheiro justamente suado pelo trabalho nos EUA, ou na Inglaterra, ou em algum outro lugar do mundo que não seja em moeda viva, mas, sim, em cheque, pode esquecer da possibilidade de descontar, mesmo pagando impostos & taxas, ainda que procure a filial certa do banco norteamericano ou europeu ou o que for.
Melhor encontrar uma bela de uma parede branca, comprar molduras e preencher o espaço com todos esses cheques & traveller's & outras fraudes bancárias legalizadas.
Primeira Moral da história: na Idade Média a internacionalização das finanças, aparentemente, dava muito, mas muito mais certo do que hoje, com as cartas de câmbio e os antepassados dos cheques.
Segunda Moral da história: alguém está com o dinheiro dos meus traveller's e não quer me devolver, assim como está como o dinheiro do cheque norteamericano do meu colega e nunca vai entregar para ele.
Terceira Moral: quem paga continua se alimentando, como o cozinheiro de Edgar Allan Poe, de doces ilusões....
Hoje a FdP se sente empobrecida, entre outros, pela fameilia Bin Laden, que está entre os donos do Citibank...
VAI HA...VENDO!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

2010 COMEÇOU...

Voltei já faz um tempo, mas a preguiça, ah, a preguiça foi muito grande e mal e porcamente abri meu computador desde lá. Galapagos foi uma boa viagem. Logo logo arrumarei vídeos & fotos para todo mundo se entrosar com meus amigos bichinhos darwinistas...
Bom, na verdade, hoje é um dia difícil, pois é dia de reis e a FdP faz aniversário. E cada ano fica mais difícil lembrar o número, mas está ficando grande, grande, grande...
Estou introspectiva pra dentro, esse ano começou de maneira quase apocalíptica, para ser sincera. Ainda estou naquele estado em que a gente se pergunta "sonho ou estou acordada"? Com certeza, não posso reclamar que minha vida anda tediosa, são muitas emoções, mas não vou contar, não gosto de ficar muito pessoal, tá? E outra, nem tudo é legal. Infelizmente.
Bom, voltei e agora vou arrumar as coisas da vida, do trabalho e do lazer!