Descobri que tem gente que acha que eu sou uma filhinha de papai mimada e que sou riquinha. Deve ser gente movida pela inveja. Não, não de uma riqueza que não existe, mas de como lidei com minha vida.
Vamos deixar algumas coisas "às claras":
1) Não sou filha de papai. Meus pais trabalharam a vida inteira. Em alguns momentos, tiveram que fazer uns sacrifícios. Agora, sem dúvida, fui privilegiada em nascer em um país onde estudar não era privilégio. Daí a dizer que sou mimada, passa um oceano. No sentido de que eu deixei meu país para enfrentar as dificuldades de ser estrangeira em terra estrangeira, pois não tinha trabalho para mim no meu país. Sou imigrante, ralei e tudo que tenho não me vem da família, mas de meu esforço. E não tive privilégio nisso, muito pelo contrário, às vezes me deparei com muitos, muitos obstáculos.
2) Não sou rica. Só tenho hábitos diferentes dos de muitas pessoas. No meu país, existe o hábito de "poupar". Isso é: não se compra se não se tem. Andei muito a pé por São Paulo. Dava aulas e ia de ônibus, chegando a demorar duas horas. Nunca reclamei disso. Quando consegui, comprei meu carrinho, um UNO, sem fazer dívidas. Depois, comprei outro, dando o primeiro de entrada. Sempre trabalhei, sempre paguei minhas dívidas, não gasto muito fora as despesas comuns de supermercado, de contas de luz e água. Saio pouco, quase nada, não vou à praia, portanto não gasto hotel e gasolina, não tomo cerveja com frequência, não tenho gasto com filhos, porque não tenho filhos, e isso ajuda a não ter muitos problemas, eu sei. Mas, ainda assim, os invejosos andam falando que sou mimada e riquinha. Esquecendo de que "nada vem de graça, nem o pão nem a cachaça" para mim também. Não consigo que as pessoas que pediram algo emprestado para mim me devolvam, pois eu fiz para ajudar e agora estas pessoas, falando que eu posso, não devolvem o que devem.
Cansei um pouco, assim resolvi escrever este post para avisar: fiquem com suas vidas, não impliquem com a minha, tentei não perturbar ninguém. Se não gostam de suas vidas, não atrapalhem a minha. Não alimentem sua inveja à toa, aqui não tem dinheiro sobrando, não tem riqueza. Tem trabalho, tem uma história de solidão longe de casa (muito longe!), tem, também, como para todos, a necessidade de fazer escolhas nas despesas, tem perdas e ganhos. Se não gostarem de mim, por favor, fiquem longe, mas não andem falando por aí tantas besteiras!
Obrigada, tenham im bom dia.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
QUE ROUBADA!
Hoje fui. Já tentei, lá no começo de janeiro, mas tinha uma placa: abriremos dia 17 de janeiro. Aí, pensei que era uma besteira, fechar um lugar de exposições artísticas, com um acervo que, ao que eu li, é significativo da arte contemporânea brasileira, durante as ferias escolares.
Pensei: olha só, agora que na cidade não têm opções de lazer, seria legal um lugar culturalmente ativo, para dar uma volta, no ar condicionado, alimentando o meu cerebelo... Bom, resignada, marquei a data de reabertura e voltei para casa.
E.
Hoje fui. De novo. Debaixo de um sol escaldante, pensando a mesma coisa. Que seria legal bater pernas em um lugar culturalmente interessante, fresquinho (porque, é sabido, para conservar a arte o ambiente tem que ser climatizado). Queria alimentar meu cerebelo atrofiado pelo calor, pelas voltas inúteis em ambientes comerciais (oh, o tédio infinito do shopping, nem a graça de ver um rolezinho de gente diferente dos costumeiros frequentadores!), alienada pela falta de alternativas!
Fui. E voltei. Me xingando de boba e iludida. O lugar culturalmente ativo, o refresco cerebral tão desejado.... estava fechado. E assim permanecerá. Até dia 15 de março....
Mas aí, pergunto eu: abriu dia 17 para permitir a mudança da miserável folhinha A4 que diz que reabrirá em outra data??? Só??? E que miserável folhinha A4 é essa, oferecida aos que chegam procurando alimento cultural, lazer cultural, enfim, aquilo que me propagandearam como oferecido por esse lugar? Uma folhinha A4. Miserável.
Voltei para casa decepcionada, ferrada pelos mais de 37 graus de temperatura, frustrada e convencida de que Black Stream não tem nenhuma esperança de merecer o título de "Capital Cultural".
E não venham me dizer que a praça ao lado do shopping, de concreto escaldante debaixo do sol, com aqueles horrendos painéis cheios de textos que ninguém jamais lerá (pois: quem vai encontrar um jeito de atravessar o imenso cruzamento, debaixo do sol, para ler longas banalidades sobre um palhaço/quem ousa passear em lugar tão hostil/quem vai achar um jeito de estacionar em um ponto OBVIAMENTE pensado para transito de carros????), com imagens adocicadas de palhacinhos com asinhas de anjinhos é CULTURA! Cultura de quem, para quem? É notório que a praça foi um escambo: o shopping pediu a mudança do transito, o ministério público negou, aí negociaram. O shopping "inventou" essa praça sem noção em troca de passagem livre para os consumidores de maneira a favorecer os negócios.
E aí? Será que isso envolve as pessoas comuns, os sentidos estéticos ou memoriais delas?
E não venham me dizer que na esquina da Jerônimo com a Francisco J. o memorial às palmeiras, em concreto baixinho e com as fotos já apagadas, em outro lugar onde só se pode andar de carro, é significativo cultural e esteticamente!
Me sinto no coração das trevas desse mundo enganoso: É O HORROR, É O HORROR!!!
P.S. E o final, como todos sabem, é citação...
P.S.2 Não vou falar o lugar onde FUI e NÃO entrei, pois não se trata de lugar público. Portanto, como estamos nas mãos de privados, e eles têm direito de abrir e fechar do jeito que bem entender, não me cabe aqui dedurar. Agora, que me sinto ludibriada, me sinto!
Pensei: olha só, agora que na cidade não têm opções de lazer, seria legal um lugar culturalmente ativo, para dar uma volta, no ar condicionado, alimentando o meu cerebelo... Bom, resignada, marquei a data de reabertura e voltei para casa.
E.
Hoje fui. De novo. Debaixo de um sol escaldante, pensando a mesma coisa. Que seria legal bater pernas em um lugar culturalmente interessante, fresquinho (porque, é sabido, para conservar a arte o ambiente tem que ser climatizado). Queria alimentar meu cerebelo atrofiado pelo calor, pelas voltas inúteis em ambientes comerciais (oh, o tédio infinito do shopping, nem a graça de ver um rolezinho de gente diferente dos costumeiros frequentadores!), alienada pela falta de alternativas!
Fui. E voltei. Me xingando de boba e iludida. O lugar culturalmente ativo, o refresco cerebral tão desejado.... estava fechado. E assim permanecerá. Até dia 15 de março....
Mas aí, pergunto eu: abriu dia 17 para permitir a mudança da miserável folhinha A4 que diz que reabrirá em outra data??? Só??? E que miserável folhinha A4 é essa, oferecida aos que chegam procurando alimento cultural, lazer cultural, enfim, aquilo que me propagandearam como oferecido por esse lugar? Uma folhinha A4. Miserável.
Voltei para casa decepcionada, ferrada pelos mais de 37 graus de temperatura, frustrada e convencida de que Black Stream não tem nenhuma esperança de merecer o título de "Capital Cultural".
E não venham me dizer que a praça ao lado do shopping, de concreto escaldante debaixo do sol, com aqueles horrendos painéis cheios de textos que ninguém jamais lerá (pois: quem vai encontrar um jeito de atravessar o imenso cruzamento, debaixo do sol, para ler longas banalidades sobre um palhaço/quem ousa passear em lugar tão hostil/quem vai achar um jeito de estacionar em um ponto OBVIAMENTE pensado para transito de carros????), com imagens adocicadas de palhacinhos com asinhas de anjinhos é CULTURA! Cultura de quem, para quem? É notório que a praça foi um escambo: o shopping pediu a mudança do transito, o ministério público negou, aí negociaram. O shopping "inventou" essa praça sem noção em troca de passagem livre para os consumidores de maneira a favorecer os negócios.
E aí? Será que isso envolve as pessoas comuns, os sentidos estéticos ou memoriais delas?
E não venham me dizer que na esquina da Jerônimo com a Francisco J. o memorial às palmeiras, em concreto baixinho e com as fotos já apagadas, em outro lugar onde só se pode andar de carro, é significativo cultural e esteticamente!
Me sinto no coração das trevas desse mundo enganoso: É O HORROR, É O HORROR!!!
P.S. E o final, como todos sabem, é citação...
P.S.2 Não vou falar o lugar onde FUI e NÃO entrei, pois não se trata de lugar público. Portanto, como estamos nas mãos de privados, e eles têm direito de abrir e fechar do jeito que bem entender, não me cabe aqui dedurar. Agora, que me sinto ludibriada, me sinto!
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
EU QUERIA...
Eu queria que 2013 não tivesse acontecido do jeito que aconteceu.
Eu queria que 2014 continuasse do jeito que começou.
Eu queria que levantasse o voo, depois dessa primeira estréia (que não foi tão ruim).
Eu queria realizar as poucas - e consistentes - metas que selecionei.
Eu queria escrever, e bem.
Eu queria mais autoestima.
Eu queria fazer um bom trabalho no trabalho.
Eu queria inspiração.
Eu queria para mim.
Eu queria inspirar.
Eu queria fazer bem feito - o que eu faço.
Eu queria ouvir boa música.
Eu queria ver bons filmes.
Eu queria ler bons livros.
(A propósito, tenho lido ótimos livros nesse começo de ano...).
Eu queria cozinhar bem.
Eu queria comer bem.
Eu queria aprender a falar coisa boas, na hora certa. As erradas, não queria mais falar.
Eu queria. Mas entre dizer e fazer há uma distância que...
Eu queria encurtar essa distância.
Eu queria muito parar de querer, para fazer!
sábado, 27 de abril de 2013
IO E MEDEA ANDIAMO A SIRENE
http://www.foto-divertenti.it/la-sirena-scheletro/
Quindi, si, le sirene esistono e proprio l'altro
giorno ne parlavo con la mia vicina Medea, mentre lei raccoglieva le uova d'oca
da un albero d'oche...
Abbiam poi deciso che prendevamo io il mio
maggiolino e lei la sua vespa per volare sulle spiagge della Sirenaica. A Sirene
avremmo potuto passare una notte allegra al Nausicaa, e, chi sa, incontrare una
qualche sirenetta con cui scambiare quattro chiacchiere... La musica, già in
partenza, è la parte più appetitosa della serata, c’è la lira elettrificata sopra
il battito di onde contro gli scogli e, soprattutto, c’è la voce suadente, sexy
e roca di Melusina, il tutto live e accompagnato da un’ottima scelta di nettari
e ambrosie, e l’ambiente è sempre interessante.
Insomma, vespa e maggiolino sellati, arriviamo in
questa regione bellissima del nord Africa. La Sirenaica è la regione orientale
della Líbia, la cui capitale è Bengasi, che anticamente era conosciuta come
Bengodi. Per ragioni di trasformazione fonetica, che non starò qui a spiegare, oggi
è conosciuta come Cirenaica e la città più antica è Sirene, oggi Cirene.
La grande fonte di ricchezza della Sirenaica è il
turismo, specialmente a Sirene. Gioco e prostituzione sono la ricchezza del
posto che il boss Nettonio gestisce e soprattutto i maschi umani, attratti
dalle voci seduttrici delle indigene, finiscono per lasciarci il capitale. È
una vera e propria Las Vegas africana, stretta tra il mare e le propaggini del
Sahara.
Io e Medea arriviamo a Bengasi al tramonto e il
colore del cielo ci lascia senza fiato. Tra le malie delle maliarde africane,
ci scordiamo sempre delle arti di seduzione della nostra amica Shaba, boss
potente che controlla quella zona, che ci sta aspettando e che ha creato
l’incanto del primo tramonto color argento che abbiamo mai visto in vita
nostra. Ci riceve nel suo palazzo Bengodiano, e per essere chiara sul posto
dove entriamo dopo aver lasciato maggiolino e vespa alle cure degli stallieri,
immaginatevi una straducola polverosa, non asfaltata, con quattro cani smunti
che rigirano i monticelli di pattume.
E qui, Medea non si smentisce, entra in una
macelleria dove compra quattro gobbe di cammello, le sminuzza e le da ai cani.
Due cose: uno, le gobbe di cammello sono ricche in proteina e sono molto
idratanti, quando sono gonfie, praticamente come il cocco verde. Due, Medea non
è un tipo materno, ma con le bestie ci sa fare davvero. Una volta è riuscita a
piazzare due draghi di Kommodo abbandonati sulle coste di Sumatra a una
famiglia d’adozione di gnomi tedeschi. Ha un vero e proprio allevamento di
vesponi che servono proprio al trasporto degli animali che devono essere
adottati nei punti più distanti del globo. È l’unica persona che conosco che
sia riuscita a trasportare pinguini neonati al polo nord e un gruppo di anziani
orsi polari nella Terra del Fuoco. La parte dei pinguini l’ho vista anch’io,
abbiamo viaggiato insieme e mi ha insegnato a dare il biberon ai pinguini senza
ferirgli il becco.
Ma sto divagando. Allora, straducola, cani (ora
alimentati da Medea) e uno stretto androne. Dietro, un palazzo che è
l’equilibrio perfetto tra l’Alhambra e il Taji Majal.
Il palazzo di Shaba.
Da perdersi. Infatti, io e Medea ci perdiamo, finché
Arianna, la figlia di Shaba, non viene a salvarci da quel dedalo di portici,
vasche di fiori di loto, fonti della gioventù. Sono anni che non vediamo Shaba,
così passiamo la serata attualizzandoci. Lei è appena uscita da una storia
pesissima con un giudice, che però avrebbe preferito essere un cantante e
ballerino professionista. Quindi, un frustrato, che quando Shaba è rimasta
incinta di Arianna lui, semplicemente, con una sentenza storica
sull’affidamento della prole ad una delle due madri di una coppia lesbica
separata, ha mostrato che sarebbe stato un padre piuttosto complicato, pronto a
risolvere le cose sul filo di lama.
Vabbe’, ci piange un po’ su, ma Medea prepara un
narghilè ben carico e ci ritroviamo presto beate a fare battutacce sulla
propensione di “giudici cantanti ballerini” che pontificano senza mai avere
l’ombra di un dubbio, anche quando i loro atti possono essere interpretati solo
come delle emerite cazzate..
Ci addormentiamo pian piano tra i cuscini del boudoire,
tra i fumi e i profumi della mirra, che mantiene lontane le Aedis Aegypti,
zanzare con la testa di tigre e un copricapo faraonico che volano in formazione
geroglifica.
Il giorno dopo lasciamo Shaba e Arianna con la
promessa di rivederci presto. Il mio maggiolino ha le ali che brillano e rutta
soddisfatto dopo aver banchettato, la vespa di Medea mi ronza di lato, mentre
ci dirigiamo verso Sirene.
Arriviamo e, chiaro, alloggiamo all’hotel Ulysses,
il più antico della città. Ça và sans dire, il proprietario è sempre lo stesso,
continua sordo come una campana. Anzi, è peggiorato. Passiamo la giornata sulla
spiaggia, a fare le turiste, confuse tra i turisti. I troll abbondano, ma basta
saperli trattare. Mi ricordo che quando ero una giovane fata ancora senza
colore, cioè prima di diventare nera, una volta in un locale c’erano tre troll.
Una di loro aveva letto una pergamena con feticci da quattro soldi, uno dei
quali diceva “va’, dove il cuor ti porterà”, e l’altra troll, immediatamente,
rispose “ma che cuore e cuore, va’, dove la gnocca ti porterà!”, mentre
dall’alto dei suoi due metri e mezzo mi guardava con occhi tristi e libidinosi.
Lavorava al mattatoio municipale. Le troll dovrebbero farci pensare a una certa
crudeltà della vita.
Alla sera ci prepariamo per uscire. Sirene brilla
di insegne luminose, le strade sono affollate di ogni creatura possibile. Al
Nausicaa, alcune facce nuove, molte conosciute. Da un tavolo, lepida, Nereide
si alza ondeggiante e si dirige verso di noi, chiamandoci con voce acuta.
Sediamo al tavolo con lei e le altre: Fat-A-Maranta, la nostra amica rapper (secondo
me, la sua più bella interpretazione è stata “Il volo del calabrone” urlata
dall’ape appena domata).
Poi ci sono Grazia e Graziella, due delle tre
Grazie. La terza ha sempre sofferto di crisi d’identità per il nome che le
hanno imposto. Da quando ha cominciato a capire come funziona il mondo, si è
resa conto di non essere mai stata voluta. Per cui, già in giovane età, ha
scelto di fare la mercenaria nelle guerre africane alla ricerca dell’oblio.
Grazia e Graziella, però, sono graziosissime, specialmente quando si scatenano
in pista a ballare. Oddio, io e Medea abbiamo un po’ la sensazione che la terza
sorella avesse un effetto positivo su una certa sdolcinatezza delle due, con la
sua ironia tagliente. Al locale ci sono anche un bel po’ di troll e qualche
altra figura interessante, Medea si sporge per prendere un succo di ginepro
fermentato, mentre io mi guardo intorno, in attesa che entri la voce di
Melusina ad intrecciarsi con il rock divino della lira elettrica scatenata di
Nausicaa. So già che io e Medea ci porteremo via il Cd di queste due, da
ascoltare per mesi in attesa di un fare un altro viaggio…
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
COTURNOS E LEMBRANÇAS
Encontrei, finalmente, os coturnos que mais amo, os verdadeiros e únicos, os Docs Martins. Comprei. Como sempre, o preço assusta, mas eu sei que se trata de um investimento, pois mesmo usando-os intensamente, chegam a durar até 10 anos. Amo estes coturnos. Desta vez, comprei bordeaux, não tinha pretos, mas já estou apaixonada. Quando era jovem, eram um mito. Eram um símbolo, algo muito marcante, em termos ideológicos. Representavam uma escolha de campo. Originariamente, eram os sapatos dos trabalhadores ingleses, mas acabaram sendo adotados como símbolo político. Não de direita ou esquerda, não, mas de classe. Apesar do precinho pouco amigável, os coturnos assim representavam o proletariado. Em oposição clara aos coturnos da Timberland, que eram os sapatos burgueses. Vai vendo...
domingo, 13 de janeiro de 2013
SOU GRINGA, NÃO BURRA!
Uma coisa me deixa muito muito cansada: que um monte de pessoas achem que, somente porque você é gringa, o dinheiro nasce entre seus dedos milagrosamente. Bom, queria deixar aqui registrado que não é assim. Sou o resultado de políticas econômicas e trabalhistas que, no país de onde eu venho, obrigaram muita gente com seu diploma universitário a sair em uma nova onda de emigração, que começou na década de 1990. Dito isso, quero que fique claro: não venho com apêndices de dinheiro, o que tenho ganho trabalhando & ralando como qualquer outro ser com boas capacidades cognitivas. Portanto, esta idéia de que chegou a gringa, vamos depena-la, devo dizer que tende a me afastar do convívio social por não agüentar esta mistificação.
Em segundo lugar, acho que tenho uma mentalidade afetivo/mafiosa muito grande. Deixem-me explicar: já ouviram o dito "para os amigos tudo, para os inimigos a lei"? Eu tenho uma elaboração disso, que me afasta da idéia de que eu separo meu "profissional" de meu "pessoal" de uma maneira que deve ser muito gringa, pois ultimamente não a vi nada nada compartilhada pelas terras blackstreaminianas.
Isto é: SE.
SE uma pessoa que NÃO conheço me pede algum serviço ligado ao meu profissional, o que eu faço? O melhor serviço possível.
SE uma pessoa AMIGA me pede algum serviço profissional, o que eu faço?
O SERVIÇO QUE FARIA PARA MIM MESMA.
Com certeza, não faria pior do que se uma empresa, ou uma entidade digamos "anônima" me contratassem.
Por que? Porque a pessoa amiga é também curtição além do trabalho, ocupa também meu tempo livre, é troca de carinho e de idéias. Porque os amigos são uma parte fundamental de nossa alimentação espiritual.
PORTANTO: quando uma pessoa amiga coloca com muita clareza que NÃO mistura amizade com profissional, para mim é uma "traição", pois é exatamente em nome da amizade que ganhou minha "contratação", apesar de afirmações que, em termos de "retrato profissional" se manifestaram como ALERTAS bastante ruidosos.
Tipo: se não fosse amiga, vocês contratariam uma pessoa que diz o seguinte?
"Para que me esforçar para um dez, se um sete é suficiente?".
Bom, comigo, que trabalho na profissão que lida exatamente com notas, pelo resultado de não misturar a amizade com o profissional, a pessoa amiga que contratei para fazer um serviço não somente profissional, mas na base da amizade, depois de inúmeros problemas que surgiram e obtiveram más respostas ou nenhuma resposta, não somente não chega a sete, mas nem sequer a cinco, nota mínima para a aprovação....
Em segundo lugar, acho que tenho uma mentalidade afetivo/mafiosa muito grande. Deixem-me explicar: já ouviram o dito "para os amigos tudo, para os inimigos a lei"? Eu tenho uma elaboração disso, que me afasta da idéia de que eu separo meu "profissional" de meu "pessoal" de uma maneira que deve ser muito gringa, pois ultimamente não a vi nada nada compartilhada pelas terras blackstreaminianas.
Isto é: SE.
SE uma pessoa que NÃO conheço me pede algum serviço ligado ao meu profissional, o que eu faço? O melhor serviço possível.
SE uma pessoa AMIGA me pede algum serviço profissional, o que eu faço?
O SERVIÇO QUE FARIA PARA MIM MESMA.
Com certeza, não faria pior do que se uma empresa, ou uma entidade digamos "anônima" me contratassem.
Por que? Porque a pessoa amiga é também curtição além do trabalho, ocupa também meu tempo livre, é troca de carinho e de idéias. Porque os amigos são uma parte fundamental de nossa alimentação espiritual.
PORTANTO: quando uma pessoa amiga coloca com muita clareza que NÃO mistura amizade com profissional, para mim é uma "traição", pois é exatamente em nome da amizade que ganhou minha "contratação", apesar de afirmações que, em termos de "retrato profissional" se manifestaram como ALERTAS bastante ruidosos.
Tipo: se não fosse amiga, vocês contratariam uma pessoa que diz o seguinte?
"Para que me esforçar para um dez, se um sete é suficiente?".
Bom, comigo, que trabalho na profissão que lida exatamente com notas, pelo resultado de não misturar a amizade com o profissional, a pessoa amiga que contratei para fazer um serviço não somente profissional, mas na base da amizade, depois de inúmeros problemas que surgiram e obtiveram más respostas ou nenhuma resposta, não somente não chega a sete, mas nem sequer a cinco, nota mínima para a aprovação....
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
ACHO QUE ENTENDI ALGUMAS COISAS: EPIFANIAS TECNOLÓGICAS!
Ontem caiu uma ponte, aqui em Black Stream. Não adianta procurar as explicações sobre o porque caiu. Simplesmente, a ponte se "acomodou", cansada de ficar em pé. Muito estranho. O fato é que aí, hoje de manhã, eu tinha um monte de coisas para resolver e, obviamente, o trânsito me obrigou a passar um pouco mais de tempo na rua, assim tive um bom vazio mental para "pensar coisas".
Aí estava eu dentro do carro, debaixo do sol, quando me toquei que algumas teorias parecem mais complicadas e difíceis porque não dão muito exemplo. Fica meio "pairando" sobre nós, por exemplo, a noção de "inteligência coletiva". Quero dizer, mas o que significa "praticamente" isso?
E me veio uma epifania. Aliás, não, três:
1) Anteontem joguei em uma rede social uma dúvida: faz muito tempo que eu li um conto, e o conto me interessa muito agora, pois fala de uma biblioteca e de uma bibliotecária realmente aterrorizantes. Só sabia que era do Stephen King, mas vai lembrar onde recupera-lo! Enfim, joguei essa dúvida na rede e pedi ajuda para que, se alguém soubesse me dar as coordenadas deste texto, me enviasse. Tempo meia hora, o título (e o link com o conto na íntegra) estava em minhas mãos.
Assim, entendi que a gente não sabe, mas alguém sabe por aí e compartilha a informação. Achei bem mais claro do que, simplesmente, falar em uma identidade abstrata quase angelical, a "Inteligência Coletiva"...
2) Não consigo usar o dropbox. Esta coisa "chupa" o que eu peço para ela, mas não devolve. Parece o Leviatão das minhas informações... aí lembrei que tenho um colega que falou do dropbox como de algo super-funcional, e sei que com certeza compartilhará o conhecimento sobre este repositório virtual.
3) Uma rádio italiana, que ouço pela internet, tem programas interativos com os ouvintes. Por exemplo, tem um que chama "seis graus de separação", cujo conteúdo é feito a partir de um conjunto de seis músicas sugeridas pelos ouvintes, via mail/redes sociais, cujo "vínculo" é alguma relação até casual, sei lá, a data de composição, o primeiro nome do cantor, enfim, o fato é que há um compartilhamento, neste caso também, de conhecimentos, cujo "fluxo" e circulação são potencializados pela tecnologia.
A queda da ponte, hoje, foi proveitosa!!!
Aí estava eu dentro do carro, debaixo do sol, quando me toquei que algumas teorias parecem mais complicadas e difíceis porque não dão muito exemplo. Fica meio "pairando" sobre nós, por exemplo, a noção de "inteligência coletiva". Quero dizer, mas o que significa "praticamente" isso?
E me veio uma epifania. Aliás, não, três:
1) Anteontem joguei em uma rede social uma dúvida: faz muito tempo que eu li um conto, e o conto me interessa muito agora, pois fala de uma biblioteca e de uma bibliotecária realmente aterrorizantes. Só sabia que era do Stephen King, mas vai lembrar onde recupera-lo! Enfim, joguei essa dúvida na rede e pedi ajuda para que, se alguém soubesse me dar as coordenadas deste texto, me enviasse. Tempo meia hora, o título (e o link com o conto na íntegra) estava em minhas mãos.
Assim, entendi que a gente não sabe, mas alguém sabe por aí e compartilha a informação. Achei bem mais claro do que, simplesmente, falar em uma identidade abstrata quase angelical, a "Inteligência Coletiva"...
2) Não consigo usar o dropbox. Esta coisa "chupa" o que eu peço para ela, mas não devolve. Parece o Leviatão das minhas informações... aí lembrei que tenho um colega que falou do dropbox como de algo super-funcional, e sei que com certeza compartilhará o conhecimento sobre este repositório virtual.
3) Uma rádio italiana, que ouço pela internet, tem programas interativos com os ouvintes. Por exemplo, tem um que chama "seis graus de separação", cujo conteúdo é feito a partir de um conjunto de seis músicas sugeridas pelos ouvintes, via mail/redes sociais, cujo "vínculo" é alguma relação até casual, sei lá, a data de composição, o primeiro nome do cantor, enfim, o fato é que há um compartilhamento, neste caso também, de conhecimentos, cujo "fluxo" e circulação são potencializados pela tecnologia.
A queda da ponte, hoje, foi proveitosa!!!
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